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Fim de semana no PA Jambeiro

No dia 12, dia dos namorados, trabalhei em um evento no Projeto de Assentamento Jambeiro. Apesar do trabalho duro, foi muito gratificante poder estar perto das crianças e relembrar algumas brincadeiras tradicionais. Na salinha improvisada, em uma parte da varanda da escola, brincamos de “Adoleta” e “Polícia e Ladrão”. 

Filhos de agricultores familiares, os meninos conhecem muito bem a realidade em que vivem e sonham com voos mais altos. Vou sentir saudades.

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Retomando a simplicidade

A consultoria ambiental me deu a oportunidade de mudar de endereço mais uma vez. Depois do Nordeste, iniciei um grande trabalho de comunicação em Minas e Goiás. Para realizar o trabalho de campo de uma usina hidrelétrica me mudei de mala e cuia para o município de Paracatu, em Minas Gerais. A primeira impressão é de estranhamento.

A cidade histórica tem ruas estreitas, trânsito enlouquecido e faixas de pedestre sem sinal de trânsito. Nos fins de semana, os moradores simplesmente desaparecem das ruas – viajam ou ficam em casa – o que deixa Paracatu com o aspecto de uma cidade fantasma. Não há muito o que fazer, a não ser cozinhar e organizar a casa. Por outro lado, a fachada das casas históricas encantam os visitantes com suas janelas em estilo colonial. A igreja Matriz e o chafariz do período das bandeiras são preciosidades arquitetônicas.

No site da Prefeitura Municipal, Helen Ulhôa Pimentel descreve bem a história de Paracatu.

Ela diz: “Segundo o historiador Antônio de Oliveira Mello, a região Noroeste de Minas Gerais foi visitada, conhecida e perscrutada desde o final do século XVI. Ele reuniu indícios de que as bandeiras de Domingos Luis Grau (1586-1587), Antônio Macedo (1590), Domingos Rodrigues (1596), Domingos Fernandes (1599) e Nicolau Barreto (1602-1604), palmilharam esta região.

Em 1744 os bandeirantes Felisberto Caldeira Brant e José Rodrigues Frois comunicaram à coroa o descobrimento das minas do vale do Paracatu.[2] Existem indícios de que o arraial já havia sido fundado muitos anos antes, pois a essa época já se tem conhecimento da existência de casas de morada e igrejas no local. Após essa descoberta, não surgiu no cenário das Gerais nenhuma nova região aurífera de importância. Portanto, ”A última grande descoberta aurífera das Minas Gerais ocorreu no Vale do Rio Paracatu no início do século XVIII”.

Em meados do século XX, com a construção de Brasília, a região tomou novo impulso e Paracatu beneficiou-se da sua situação às margens da BR 040. (…)
Paracatu conta hoje com uma agricultura altamente tecnificada, implantada em larga escala; com uma pecuária intensiva; uma exploração mineral das mais modernas do mundo; convivendo com uma exploração agrícola rudimentar de subsistência e uma pecuária extensiva. No campo da mineração, o antigo método do garimpo foi interditado
.”

Na zona rural, há pelo menos cinco assentementos do Incra. É muito interessante conhecer a realidade de ex-integrantes do Movimento dos Sem Terra após o assentamento. Muitos deles trabalharam o solo com calcário (para corrigir a acidez) e transformaram o lote improdutivo em lavouras em forma de mandala. A produção de morangos, milho, arroz e pimenta é feita de forma alternada para não esgotar o solo. O trabalho duro, debaixo do sol forte e do clima seco do serrado deu resultados impressionantes.